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                O General Leônidas Pires Gonçalves nasceu em Cruz Alta-RS, no dia 19 de maio de 1921. Em abril de 1939, sentou praça na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em setembro de 1942, foi declarado Aspirante-a-Oficial da Arma de Artilharia. Foi promovido a 2º Tenente em 1943 e a 1º Tenente em 1944, chegando ao posto de Capitão em 1947.

                Entre 1949 e 1951, fez o curso da Escola de Estado-Maior e, já como Major, tornou-se instrutor daquela Escola. Em 1957 assumiu o comando do I Grupo do 6º Regimento de Artilharia 75 Autorrebocada, em Cruz Alta-RS e, depois do comando, foi designado como adjunto do Gabinete Militar. Em 1961 foi promovido ao posto de Tenente-Coronel e, em 1962, foi designado para servir na 3ª Seção do Estado-Maior do Exército, realizando, nesse ano, o Estágio e o Curso de Guerra e Anticomunismo.

                No início de 1964, o Tenente-Coronel Leônidas estava servindo no Estado-Maior do Exército, sob as ordens do General Humberto de Alencar Castelo Branco, um dos líderes do movimento político-militar que derrubou o presidente João Goulart, em 31 de março daquele ano. Em abril, Leônidas Pires Gonçalves foi designado para compor o Estado-Maior do General Orlando Geisel, servindo em seguida, no Gabinete Militar da Presidência da República. De 1964 a 1966, foi adido militar na Colômbia, tendo sido promovido a coronel em setembro desse último ano. Em 1967, voltou à ECEME, para ser instrutor daquela escola.

                De 1969 a 1971, o então coronel Leônidas comandou o Regimento Deodoro, em Itu-SP. Em 1972, foi designado para chefiar o Quartel Regional 9, em Campo Grande-MT, permanecendo nesse comando até 1973, quando foi designado para ser subcomandante da ECEME.

                Em março de 1974, foi promovido a General de Brigada e nomeado chefe do Estado-Maior do I Exército. Posteriormente, em 1978, foi nomeado comandante da 4ª Brigada de Infantaria e, em 1979, com a promoção a General de Divisão, assumiu a Diretoria de Obras e Cooperação, depois o Comandando Militar da Amazônia e da 12ª Região Militar e, em 1982, a Vice-Chefia do Estado-Maior do Exército.

                Em agosto de 1982, foi promovido a General de Exército. Por ocasião de sua promoção, chegou a ser citado como um dos prováveis candidatos à sucessão do general João Batista Figueiredo na presidência da República. Em agosto de 1983, tornou-se comandante do III Exército, com sede em Porto Alegre.

                Em março de 1985, o general Leônidas Pires Gonçalves tomou posse do cargo de Ministro do Exército, substituindo o general Válter Pires Gonçalves. Em setembro de 1986, foi transferido para a reserva, no entanto, permaneceu no exercício das funções de Ministro do Exército.

                Fruto do empenho e vontade política do General Leônidas Pires Gonçalves, a Aviação do Exército foi criada em 3 de setembro de 1986, pelo decreto nº 93.206. Na sequência, o decreto nº 93.207 criou a Diretoria de Material de Aviação do Exército, para proporcionar o gerenciamento logístico necessário à implantação da Aviação, enquanto que o decreto nº 93.208 criou o 1º Batalhão de Aviação do Exército, organizado como unidade de emprego da Aviação.

                O General Leônidas Pires Gonçalves faleceu no dia 04 de junho de 2015, aos 94 anos de idade. Alguns meses mais tarde, no dia 14 de dezembro de 2015, o 1º Batalhão de Aviação do Exército recebeu a designação histórica de “Batalhão General Leônidas Pires Gonçalves” – justa homenagem ao militar que liderou o processo de recriação da Aviação do Exército.

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